terça-feira, 22 de novembro de 2011

Defesa agropecuária da Bahia tem ações apresentadas no México

As ações de vigilância epidemiológica para as doenças vesiculares, com especial atenção a Estomatite Vesicular desenvolvidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, serão apresentadas hoje (22) no Congresso Internacional de Epidemiologia Veterinária na cidade de Merida, México. O trabalho será exposto pela médica veterinária da Agência, Luciana Ávila, que faz uma análise temporal e espacial de focos da enfermidade encontrados no período de 2009 e 2010 em dois municípios baianos.

“Ao apresentar um trabalho como esse em um evento que reúne médicos veterinários e epidemiologistas de todo mundo, podemos mostrar a outros países como fazemos defesa agropecuária na Bahia”, salienta o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres. A Estomatite Vesicular (EV) é uma enfermidade viral, de rápida propagação, que leva a prejuízos econômicos diretos e indiretos no comércio nacional e internacional. O objetivo do estudo foi identificar a existência de agrupamentos ou “clusterings” e com base nessas informações, elaborar estratégias de controle da enfermidade.

“Para isso fizemos uso da análise espacial retrospectiva, modelo de permutação espaço-tempo da spatial scan statistic, através do software SaTScan™. Com isso foi possível identificar dois clusters primários altamente significativos localizados nos municípios de Santa Maria da Vitória e Riacho de Santana”, explica a responsável pelo estudo, Luciana Ávila. “Os dois clusters ocorreram de maneira semelhante às descritas por outras investigações, onde os focos costumam ocorrer durante o verão - fevereiro e novembro - na região de clima semi-árido, depois da estação das chuvas”.

Segundo o diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, Rui Leal, o uso dessas geotecnologias e da análise espacial, como novas ferramentas de trabalho, tem sido empregado com sucesso por muitos pesquisadores no controle das doenças transmitidas por vetores (vector-borne diseases), a exemplo da Estomatite vesicular. “Estas tecnologias tem possibilitado agregar dados epidemiológicos a mapas cartográficos digitalizados, produzindo mapas temáticos de distribuição de doenças”, esclarece Leal, lembrando que os resultados permitem verificar que o uso da análise espacial no estudo epidemiológico das ocorrências de EV contribui na identificação dos agrupamentos de riscos de epidemias da enfermidade na Bahia oferecendo assim, informações estratégicas para a tomada de decisões por parte dos serviços veterinários oficiais no controle da EV.

Fonte: Ascom/Adab

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