sábado, 20 de julho de 2013

Saúde: Vacina também é assunto de adulto


Você sabia que atualizar a sua caderneta de vacinação é tão importante quanto deixar a do seu filho em dia? Um levantamento da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, 61% dos adultos não se lembram da última vez que foram vacinados contra a coqueluche, o que significa que eles mesmo sem querer podem expor bebês vulneráveis à doença.
Isso porque os sintomas de uma doença como a coqueluche são quase imperceptíveis em nós, adultos, mas no organismo frágil dos pequenos podem ser bem mais intensos, como conta o infectologista Jean Gorinctieyn, do Hospital Emilío Ribas (SP): “Um adulto que não recebeu o reforço de uma vacina pode desenvolver um quadro pequeno de coqueluche, com tosse e febre fraca. Mas, quando ele leva isso para locais de convívio social, como shoppings ou transporte público, pode contaminar crianças que ainda não receberam todas as doses da vacina”. Isso também pode acontecer com outras doenças, como sarampo e até mesmo uma gripe.
Sem medo
Vamos fazer um teste: qual foi a última vez que você foi vacinado? Se já faz tanto tempo que você nem consegue se lembrar direito, pode estar na hora de abrir a gaveta e conferir se são necessárias doses de manutenção.
A gente sabe bem que tomar vacina não é tão simples assim. Além do medo da agulha (pode admitir, vai?!), há o receio de precisar ‘ficar de cama’. A gente sempre escuta casos de pessoas que tomaram a vacina e sofreram com efeitos colaterais. A associação faz sentido, já que a dose contém agente imunizante, ou seja, o próprio vírus ou bactérias do qual se quer a proteção está na composição para que o corpo crie anticorpos.
Por isso, todas as vacinas podem ter efeitos colaterais, como explica o infectologista José Ribamar Branco, do Hospital São Camilo (SP): “Com exceção da vacina da febre amarela, que é mais forte, em geral as pessoas sentem apenas uma dor na região e febre leve. Muitas não sentem nada.” Até mesmo ao tomar vacina da gripe, o especialista explica que não há risco de ficar de cama. “Existe pelo menos 150 vírus do tipo influenza. A vacina da gripe protege contra a maioria deles, mas, se vier um tipo novo, a pessoa não vai ficar imune. Aí pode ser que ela realmente pegue uma gripe. Não tem nada a ver com a vacina”, esclarece.
Tipos para adultos
A recomendação do Ministério da Saúde é que os adultos tenham os quatro tipos de vacina abaixo atualizados na caderneta (todas disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde):
- Hepatite B: esquema básico de três doses que devem ser tomadas dos 20 aos 49 anos;
- Difteria e tétano (dupla): são três doses básicas na infância e um reforço a cada 10 anos. Se você perdeu a carteira de vacinação e não se lembra de ter tomado as doses anteriores, recomece;
- Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral): são duas doses até os 20 anos de idade e uma dose no período dos 21 aos 49 anos. Não há necessidade de reforço;
- Febre amarela: uma dose a casa 10 anos somente para quem mora em áreas endêmicas, como Amazonas, Maranhão e Mato Grosso (clique aqui para ver o Mapa do Ministério da Saúde). Se você vai viajar para estes locais, também precisa se imunizar.
Branco recomenda ainda que os adultos tomem a vacina da gripe (influenza) anualmente – gratuita para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 2 anos. Para os demais o custo é de R$ 80 a R$ 100 – e a contra HPV, que envolve três doses e custa entre R$ 540 e R$ 1050 reais, dependendo do agente imunizante. (Fonte G1)

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