
“A imposição de um rateio de metade de todo o gasto com a energia fornecida por usinas a óleo e gás entre geradoras e comercializadoras já resultou em 10 liminares contrárias ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para especialistas, todos os desfechos possíveis indicam, em algum momento, prejuízo certo para o bolso do consumidor”, diz o jornal.
A AGU argumenta que esse impasse pode acabar impedindo o acionamento de outras térmicas, ameaçando o fornecimento de energia durante a Copa de 2014.
Para o deputado federal Paulo Abi Ackel (PSDB-MG), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara, a disputa de mercado no setor de energia é algo relativamente antigo.
“Interesses de distribuidoras, geradoras e produtoras são algo que sempre foi feito em linhas tênues, de interesses econômicos elevados. Na época de FHC, o governo sempre administrou isso se antecipando aos grandes problemas. No governo do PT, isso não aconteceu. Esse risco de apagão é mais uma demonstração de falta de visão estratégica, de gestão. É a arbitrariedade sobre os interesses de consumidores e distribuidores”, avalia.
O tucano critica o excessivo intervencionismo do governo petista no setor energético, que acaba por instituir normas “absolutamente desnecessárias, demagógicas e ineficientes para o país”.
“A situação é preocupante porque há uma desorganização setorial, de distribuidoras, produtoras e consumidores que vivem em estado de alerta, com receio de mais atos e excesso de medidas do Executivo, que fazem com que seja preciso buscar socorro no Judiciário”, afirma.
Abi Ackel teme ainda que o grande número de normas, portarias e atos administrativos envolvendo empresas como a Eletrobras, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e outros órgãos do governo possam levar o país a um “embaraço de medidas, regulamentadas por MPs”, que conduzirão a um possível apagão no ano que vem.
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