domingo, 23 de dezembro de 2012

Eleitores de Chávez temem fim de vida subsidiada

Presidente Hugo Chávez
La Suíza é uma das mais miseráveis favelas que compõem o Petare – maior cinturão de pobreza da Venezuela, com 1 milhão dos 30 milhões de habitantes do país. Em La Suíza falta coleta de lixo, eletricidade e água, mas a maior preocupação é com a saúde. Não das 80 famílias que moram ali, mas a do presidente Hugo Chávez. Dela depende, creem, os subsídios em comida, moradia e transporte que explicam a onipresença do bolivariano. ”Se ele morrer, tudo isso se acaba. Será um retrocesso tremendo”, afirma a faxineira e cozinheira Rosa Salazar. Aos sábados, ela caminha 100 metros – 50 se atalhar por um íngreme barranco de terra – até o Mercal, o centro de distribuição de alimentos espalhado pelo chavismo nos bairros mais pobres. Ali, compra frango, leite em pó e outros produtos desembolsando em média 40% do valor pago no pé do morro, em um mercado convencional. ”Basta entrar na fila. Não é preciso dizer que vota em Chávez para comprar aqui. Mas posso garantir que 90% de quem vem é chavista”, diz orgulhoso José Materan, de 46 anos, o tesoureiro da casa comunal que engloba o Mercal, uma sala com internet e um Simoncito – nome dado às creches para crianças de 3 a 6 anos, referência ao libertador Simon Bolívar. Conforme Materan, são distribuídas 3,5 toneladas de alimento, sempre aos sábados, aos madrugadores que conseguem uma das 17o fichas. “Se o frango vem pequeno ou não tem para todos, racionamos”, conta. Leia mais no Estadão.

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