segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

AUGUSTO CASTRO PEDE QUE DIREÇÃO DA AZALEIA EXPLIQUE SOBRE FECHAMENTO DE FÁBRICAS NA BAHIA


A confirmação de fechamento de 12 plantas da Vulcabras/Azaleia no Sudoeste da Bahia deixou preocupado o deputado estadual Augusto Castro (PSDB). Membro titular da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa, o deputado convocou os colegas, em discurso no Plenário, para tentar encontrar uma solução para o problema que está sendo criado na região, onde mais de 3 mil pessoas nos municípios de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itapetinga, Itororó e Macarani, ficarão desempregadas dentro de alguns dias. Augusto Castro tentou falar por telefone com o presidente da Azaleia, Pedro Grendene, mas o mesmo não estava. Requereu, então, ao presidente da Comissão, deputado Tom Araújo, para convidar Grendene para explicar os motivos do fechamento das fábricas.

Em seu discurso, Augusto Castro lembrou que no final de 2011 a Azaleia fechou seis fábricas no interior da Bahia, atingindo os municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati. Pelo menos 1.800 pessoas ficaram desempregadas. “Naquele momento disse que não iria fechar as outras e agora, um ano depois, anuncia o fechamento de todas, com exceção da matriz de Itapetinga. Quem garante que essa fábrica, que tem 11 mil funcionários, também não será fechada?”, questionou o parlamentar. Amanhã pela manhã, durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Econômico, o deputado formalizará o requerimento para vinda do presidente da Azaleia.

Na opinião do deputado Augusto Castro, a Bahia precisa saber os motivos exatos dessa decisão da Azaleia. “Não dá pra entender, porque a própria empresa tinha a Bahia como a sua grande produtora de componentes para calçados, abastecendo as fábricas do Sergipe (Frei Paulo) e parcialmente a fábrica do Ceará (Horizonte)”, destacou o deputado. Segundo a Azaleia é da Bahia que sai a maioria dos tênis Olympikus, dos chinelos Opanka e uma boa parte dos calçados femininos Azaleia e Dijean. Informações não oficiais apontam que a concorrência da China tem sido o pivô do desequilíbrio financeiro da empresa calçadista.

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