terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Suspeita de vazar fotos de menino cortado ao meio foi desligada de hospital


A auxiliar de enfermagem suspeita de tirar e distribuir fotos do corpo do menino Carlos Eduardo Souza Costa, de dez anos, foi demitida em 4 de outubro do ano passado, três dias após a morte da criança. De acordo com a assessoria do Hospital Geral da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela foi desligada por “condutas ética e profissional inadequadas”. Cadu foi atropelado e partido ao meio por um trator, enquanto brincava com amigos em um terreno da rua Pernambuco, no mesmo município.
A mãe de Carlos Eduardo, Aline Souza Costa, de 28 anos, tomou conhecimento das fotos quando um menino de 12 anos lhe mostrou no celular a imagem do filho morto em cima de uma mesa cirúrgica. Revoltada, Aline nunca aceitou o vazamento das imagens. Mesmo ciente da demissão da auxiliar de enfermagem, ela está disposta a buscar todos os meios possíveis para descobrir a identidade da mulher.
— Eu quero o nome dela. Vou processá-la. Não queria processar o hospital, mas vou ter que processar para que eles sejam obrigados a me dizer o nome dessa mulher. Pois ela tem que pagar por isso. Só a demissão não é suficiente.
Ao procurar o hospital, dias depois da morte do filho, Aline ouviu de funcionários que auxiliar de enfermagem teria a intenção de vender as fotos.
— Você não imagina a minha dor, quando vi aquele menino me mostrando a foto. Eu vi meu filho ali, sem as pernas. Todo mundo aqui da vizinhança viu o meu filho naquele estado depois que essa foto começou a rodar por aí.

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