domingo, 22 de maio de 2016

"Eu era sambista. São Paulo me ensinou a ser artista", diz Arlindo Cruz

Com uma hora de atraso, o cantor e compositor Arlindo Cruz se apresentou no Palco Princesa Isabel, no centro de São Paulo, para uma plateia que aguentou firme a espera, cantou e sambou durante todo o tempo.
"Aqui não é Rock in Rio. Aqui é samba na praça Princesa Isabel, no Cento de São Paulo. Isso é sinistro", disse.
Uma das principais atrações do espaço dedicado ao samba na Virada Cultural, Arlindo Cruz chegou ao show em uma cadeira de rodas devido a uma cirurgia que fez no joelho há dois meses. No palco, ele trocou a cadeira por um banco: "Já estou ficando bom. A única coisa boa de ficar doente é saber o quanto a gente é amado".
Há quase um ano de apresentando todas as segundas-feiras no Bar Templo, na Mooca, diz que São Paulo foi fundamental para sua carreira.
"Tenho uma relação maravilhosa com São Paulo, desde a época do Fundo de Quintal.  Eu era sambista, mas São Paulo me ensinou a ser artista. Foi aqui que minha música se tornou uma arte popular e uma referência"
Ao contrário de outros shows da Virada, a apresentação de Arlindo não teve manifestação política.  A única referência foi quando o cantor elogiou o público na praça e se disse a favor do Ministério da Cultura. "É claro que o povo tem outras necessidades, mas a cultural traz muitos benefícios. Ela deve ser tratada como assunto de primeiro escalão", disse.
No repertório, músicas consagradas como "O Bem", "O que é o amor?", "É ainda tempo de ser feliz", além de samba-enredos como "Festa no Arraiá" e "Aquarela Brasileira".
Antes de cantar o sucesso "Meu Lugar", Arlindo citou vários bairros de São Paulo, como Casa Verde, Freguesia do Ó, Tatuapé, Itaquera e Jabaquara. "O melhor lugar é onde a gente vive", declarou. ( UOL )

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