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domingo, 17 de abril de 2016

Brasil: Segundo a polícia, homem é acusado de cortar o pato inflável da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)



Rapaz é preso antes de manifestações na Avenida Paulista neste domingo (17)
MARIO ÂNGELO/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Rapaz é preso antes de manifestações na Avenida Paulista neste domingo (17)

Grupos de manifestantes a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff marcaram atos para a tarde deste domingo (17) na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. A avenida, como acontece todos os domingos, já está fechada para veículos desde às 10h. 
No começo da manhã, um rapaz foi detido pela polícia no local, acusado de cortar o pato inflável da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A figura é símbolo da entidade para a campanha "Não vou pagar o pato - diga não ao aumento de impostos".
Após entrar na região do prédio da Fiesp, o acusado atravessou para o outro lado da via, de acordo com testemunhas. A polícia foi acionada e revistou o rapaz. Segundo policiais, ele portava uma faca. O suspeito foi algemado e encaminhado para a 78ªDP.

Movimentação na Avenida Paulista na manhã deste domingo (17)
MARCO AMBROSIO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Movimentação na Avenida Paulista na manhã deste domingo (17)

Por volta de 11h desta manhã, a movimentação de manifestantes na Avenida Paulista ainda era pequena. Grupos montaram um telão para acompanhar ao vivo a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, prevista para as 14h. 
Grupo contra o impeachment
Manifestantes contra o processo devem se reunir no centro de São Paulo, no Vale do Anhangabaú.
Fonte: Estadão Conteudo 

BRASIL: Dilma inicia o domingo andando de bicicleta

Foto: Reprodução

A presidente Dilma Rousseff tentou manter sua rotina normal na manhã deste domingo, 17, dia em que a Câmara vota a abertura do processo de impeachment do seu governo. Apesar de mais tarde que o habitual, Dilma saiu do Palácio da Alvorada por volta das 7h40 para a sua pedalada matinal, acompanhada por dois seguranças. Normalmente, a presidente sai para seu exercício todas as manhãs antes mesmo das 6h. Vestida com uma roupa de ginástica em que a cor vermelha era predominante, Dilma pedalou fora do Alvorada por apenas 15 minutos. Ela também mudou o percurso e seguiu pela via em direção ao Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, voltando pelo mesmo caminho. A presidente apenas deu bom dia para a imprensa e mostrou-se um pouco irritada com a proximidade dos jornalistas que tentavam acompanhar o trajeto. Foi possível observar que, ao retornar ao Alvorada, Dilma ainda deu uma volta de bicicleta dentro dos limites do Palácio. A agenda oficial da presidente neste domingo não prevê compromissos e nem mesmo a agenda de segunda-feira foi divulgada.
Estadão Conteúdo

BRASIL: Kassab diz a Dilma que permanência no ministério era ‘insustentável’

Foto: Divulgação/Andre Coelho

Ex-ministro das Cidades Gilberto Kassab
Em carta de demissão encaminhada à presidente Dilma Rousseff, o agora ex-ministro das Cidades Gilberto Kassab afirma que sua permanência na pasta ficou “insustentável” após decisão da maioria do partido em apoiar o impeachment. A definição da bancada da Câmara do PSD pelo apoio ao afastamento de Dilma ocorreu na última quarta-feira (13).Já o pedido de demissão de Kassab ocorreu na sexta-feira, 15, apenas dois dias antes da votação do processo de afastamento da petista, prevista para começar a partir das 14 deste domingo, 17. O dirigente ocupava o cargo desde janeiro do ano passado, quando teve início o segundo mandato de Dilma. “Assim, minha participação como ministro é, além do convite feito por V.Exa., resultado de decisão coletiva, fruto da manifestação de todos os Diretórios Estaduais, do Diretório Nacional e das bancadas da Câmara Federal e do Senado. Ocorre que, como relatei pessoalmente a V.Exa. em recente conversa no Palácio do Planalto, o PSD decidiu, por maioria absoluta da nossa bancada federal, recomendar o voto pelo acolhimento do processo de impedimento que tramita junto à Câmara dos Deputados”, diz trecho da carta, publicada no perfil de Kassab no Facebook.”Diante disso, minha permanência à frente do Ministério das Cidades é insustentável, conflita com a decisão do meu partido e me leva a abrir mão do cargo, independentemente do resultado da votação do próximo domingo”, acrescenta.No documento, Kassab, que estava como presidente licenciado do PSD, afirma da necessidade da realização de um “pacto social” para o que o Pais supere a atual crise política e econômica. No final da carta, o dirigente diz ter convicção da “integridade pessoal” de Dilma e da “serenidade diante de tantas adversidades”.
Estadão Conteúdo

BRASIL: PT cobrou por obra na Venezuela, diz delator

Foto: Marcos de Paula/AE

Otávio Azevedo
Delator em processo que investiga corrupção na Eletronuclear, em que é réu, o executivo Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, acusou o PT de ter exigido propina pela construção de uma siderúrgica na Venezuela, em depoimento à Justiça Federal. A obra, segundo a denúncia, teria sido intermediada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o então presidente venezuelano Hugo Chávez. Inicialmente, afirmou o depoente, não houve vinculação entre o contrato obtido com suposta ajuda de Lula e o pedido. A exigência de 1% sobre o valor só teria sido feita um ano depois, pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari.O PT, o ex-presidente e o advogado de Vaccari, preso pela Operação Lava Jato, negaram a acusação ao Jornal Nacional, da TV Globo, que obteve uma gravação da audiência.A cobrança de propinas pelo PT, de acordo com Azevedo e Flávio Barra, ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia e também réu no processo por corrupção, remonta a 2008. Foi quando, segundo os executivos, o então presidente do PT, Ricardo Berzoini, hoje ministro-chefe da Secretaria de Governo, avisou que a partir de então a empreiteira deveria pagar 1% sobre todos os contratos que mantivesse com o governo federal, não só com a Petrobras.A exigência, disse Azevedo ao juiz Marcelo Bretas, incluía os negócios passados, o que “foi de pronto recusado”, afirmou o executivo. O processo investiga corrupção na Eletronuclear e na construção de Angra 3. Os executivos cumprem prisão domiciliar e tiveram suas delações homologadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).No áudio do depoimento, obtido pela emissora, Azevedo conta que depois que a Andrade Gutierrez “conversou com o presidente Lula” ele pediu diretamente ao presidente Chávez que, na hora que ele fosse decidir, olhasse também para o Brasil”. Declara ainda que “não houve um pedido (de dinheiro) nem do presidente Lula nem posterior de nada (…).” Um ano depois, “apareceu o Vaccari fazendo então a pedida: ‘Olha, vocês têm o acordo daquele 1%, então vocês devem pagar 1% sobre a parte brasileira’”.
Estadão Conteúdo

BRASILA: pós quase 43 horas, Câmara encerra sessão que antecede votação do impeachment

Foto: André Dusek/Estadão

Após quase 43 horas de debate ininterrupto, terminou às 3h42 deste domingo a 9ª e última sessão consecutiva sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, antes da reunião em plenária que votará a admissibilidade do processo contra a petista, que foi convocada para as 14h. A sessão quebrou o recorde da Casa Legislativa como a maior da história. Apesar dos 249 parlamentares terem se inscrito para se pronunciar, nem todos resistiram até o final. Mais de 70 desistiram e outra centena não compareceu. Por isso, a sessão foi encerrada antes do previsto, com um quórum de menos de 20 congressistas. A sessão começou já com um acordo, proposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para terminar mais cedo. Os partidos abriram mão do tempo reservado às lideranças, que é de uma hora para cada um, para antecipar o fim da sessão. Logo após o acordo, Cunha deixou a Câmara.Os discursos avulsos foram intercalados entre governistas e opositores que tiveram, cada um, três minutos para falar. Alguns dos deputados que aguardavam a chamada para o pronunciamento tentavam se manter acordados a base de cafezinho e refrigerante. “Estou esperando para falar há mais de 40 horas”, protestou o deputado Hildo Rocha (PMDB), demonstrando fastio enrolado em uma bandeira do seu estado, o Maranhão, enquanto bebericava uma Coca-Cola na lanchonete conjugada ao plenário. “Ficou direto?”, perguntou um assessor. “Claro que não, voltei agora”, admitiu o deputado, que só conseguiu a palavra por volta das 3h30.Sem grandes mudanças nos pronunciamentos desde o começo dos debates, a sessão foi marcada por um momento em que os congressistas se exaltaram e deputados do PT, PDT e PMDB trocaram empurrão e bateram boca em plenário. Os colegas tiveram que apartar a briga entre os deputados Vitor Valim (PMDB-CE) e Sibá Machado (PT-AC).Na sessão de votação das 14h, o primeiro a falar será o relator do pedido, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), com 25 minutos de tempo. Em seguida, haverá o encaminhamento da votação pelas lideranças partidárias e, finalmente, a votação nominal e aberta. Cunha prevê que o resultado seja divulgado às 21 horas.
Estadão Conteúdo

Brasilia: Deputados trocam empurrões e batem boca durante sessão do impeachment

  • Deputados trocaram empurrões no plenário da Câmara e foram separados por colegas e seguranças da Casa
    Deputados trocaram empurrões no plenário da Câmara e foram separados por colegas e seguranças da Casa
Os deputados Vitor Valim (PMDB-CE) e Sibá Machado (PT-AC) trocaram empurrões na madrugada deste domingo (17) no plenário da Câmara, e uma briga entre ambos só não ocorreu por conta de outros parlamentares e de seguranças, que os separaram.
Após discurso de Valim durante a sessão que avaliava a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Sibá pegou o colega pelo braço e disse: "você vai estar aqui embaixo quando eu falar? Vou lhe dar um pau. O que é isso, chamar de bandido e safado?", afirmou o petista.
Segundo Sibá, a resposta seria dada em seu discurso e não na forma de violência física. Não foi o que imaginou Valim, que empurrou o petista e ainda sofreu a mesma reação de Weverton Rocha (PDT-MA), que defendeu Sibá.
Segundo Valim, a reação contra Sibá ocorreu porque ele achou que seria agredido. "Isso é uma reação de bandido, típica deles", rebateu o deputado cearense.
Os ânimos foram acalmados e a sessão seguiu com novos discursos.
Fonte: UOL

sábado, 16 de abril de 2016

BRASIL: Placar do Impeachment mostra 344 votos pela saída de Dilma


Presidente Dilma Rousseff (PT)
O Placar do Impeachment do jornal O Estado de S. Paulo registrava no final da noite desta sexta-feira, 15, 344 votos favoráveis ao impedimento da presidente Dilma Rousseff e 133 contrários. Havia, ainda, dez indecisos, 23 não quiseram responder e três prováveis ausências. São necessários 342 votos para que a proposta de afastamento seja aceita. Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) mudou o voto de pró para contra a saída da presidente. Do mesmo partido de Maranhão, Franklin Lima (MG) foi em sentido oposto – ele havia declarado voto contra a saída de Dilma e nesta sexta-feira migrou para o grupo favorável ao impeachment.

terça-feira, 22 de março de 2016

BRASIL: Temer mantém para dia 29 reunião que decidirá se PMDB deixa governo, diz deputado


Vice-presidente Michel Temer (PMDB)
Deputados do PMDB que integram a ala oposicionista do partido estiveram no início da noite desta terça-feira, 22, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, conversar com Michel Temer. Pediram que ele não adiasse a reunião do diretório nacional do partido, marcada para o dia 29, que decidirá sobre o desembarque da legenda do governo. O encontro corria o risco de ser adiado para 12 de abril por pressão de peemedebistas ligados ao governo no Senado e na Câmara, além de ministros que resistem a deixar seus cargos. De acordo com os parlamentares, Temer decidiu manter a reunião para a próxima terça-feira. A comitiva de deputados foi ao Senado comunicar a decisão ao presidente da Casa, o também peemedebista Renan Calheiros.
Estadão Conteúdo

BRASIL: Casa Civil informa que Lula não constará mais como ministro no Diário Oficial


O ministério da Casa Civil informou no fim da tarde desta terça-feira, 22, por meio de nota, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não constará mais no Diário Oficial da União como ministro “em face da comunicação pelo Poder Judiciário de que foi suspensa a eficácia do ato de nomeação” do ex-presidente.”A partir de hoje, o nome da Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República Substituta, Sra. Eva Chiavon, passará a constar do Expediente do Diário Oficial da União, em face da comunicação pelo Poder Judiciário de que foi suspensa a eficácia do ato de nomeação do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva no referido cargo. Importante registrar que não houve nenhum ato assinado por Luiz Inácio Lula da Silva no cargo”, diz a íntegra da nota assinada pela chefe da assessoria de comunicação da pasta, Sonia Carneiro.
Estadão Conteúdo

AUGUSTO CRITICA PROPOSTA DE EMPRÉSTIMO E COBRA DÉBITO DO GOVERNO COM O SUL DA BAHIA

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A bancada de oposição ao Governo da Bahia obstruiu a sessão na qual seria discutida, nesta segunda-feira (21), a autorização para que o Estado contrate empréstimos no valor de R$ 2,1 bilhões junto a instituições financeiras internacionais. O assunto ainda não havia sido discutido, mas com a insistência da oposição a matéria que tramita em regime de urgência será pauta na próxima reunião das Comissões Conjuntas de Constituição e Justiça, de Infraestrutura e Desenvolvimento Econômico e Turismo, de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público e a de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle. 

“É absurdo que o governo tente mais uma vez obter um cheque em branco, elevando o endividamento do Estado, sem dar satisfações à sociedade sobre a finalidade desses recursos”, afirma Augusto. Ele lembra que, nos nove anos de governos do petistas, houve contratação de R$ 13,5 bilhões em empréstimos.

Apesar do grande volume de recursos financeiros aos quais o governo teve acesso, Augusto Castro lamenta a falta de investimentos na região Sul da Bahia. “O governo não terminou a construção da barragem do Rio Colônia em Itapé, não terminou a ponte Ilhéus-Pontal, nem mesmo o Centro de Convenções foi concluído”, aponta o deputado. Para ele, “não existe presença do Estado no Sul da Bahia”.

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