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segunda-feira, 18 de abril de 2011

União das oposições foi tema predominante na convenção do PSDB que elegeu Sérgio Passos presidente

A união das posições com o intuito de apresentar um projeto político melhor para Salvador e a Bahia, em 2012 e 2014, oi o tema predominante nos discursos proferidos pelas diversas lideranças políticas que prestigiaram na manhã deste domingo, 17, a convenção do PSDB estadual, que elegeu o ex-deputado Sérgio Passos, presidente do partido na Bahia, para o próximo biênio. Representantes de pelo menos cinco partidos políticos, que fazem oposição ao governo do estado compareceram ao evento concorrido, que se realizou no Hotel Fiesta, em Salvador, reunindo filiados e militantes de todas as regiões da Bahia.

Já na abertura do evento, o deputado federal Antonio Imbassahy, que entregou o comando partidário para Sérgio Passos, ressaltou o sentimento comum entre os partidos aliados em torno do diálogo e da unidade. “Sabemos que existem soluções para os graves problemas porque passa a Bahia, como, por exemplo, o aumento da criminalidade, na contramão do que vem ocorrendo em outras grandes capitais, como São Paulo. O que precisamos é de eficiência na administração pública e vontade política”, disse ele, ao criticar ainda o despreparo do governo federal para conter o crescimento da inflação, enquanto eleva os gastos, com o aumento da máquina pública.

Imbassahy concluiu desejando boa sorte ao seu sucessor e garantindo que toda a bancada tucana trabalhará em prol do fortalecimento e crescimento do partido, em apoio ao trabalho a ser desenvolvido pelo novo presidente da legenda.

Sérgio Passos prometeu manter o diálogo, e as portas do PSDB sempre abertas a todos os correligionários. “Conversaremos muito com todos a partir das finidades e ao mesmo tempo buscando um caminho para dirimir as diferenças, formando uma representação forte. A minha mensagem é da união e do diálogo”, afirmou, logo após ouvir o deputado Jutahy Magalhães destacar a sua longa trajetória política no PSDB e a sua contribuição para o fortalecimento do partido, no exercício do mandato parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado.

“Sérgio Passos assume o partido merecidamente. Ele tem um grande conhecimento da realidade da Bahia e um olhar para o futuro, Está capacitado para atuar no sentido de fortalecer a unidade entre as diversas forças políticas que formam a oposição na Bahia”, atestou .

Também presentes, os presidentes estaduais do DEM, José Carlos Aleluia, e do PMDB, Lúcio Vieira Lima destacaram a importância de a oposição seguir unida, visando as eleições de 2012 e 2014.

“Boa parte da Bahia não está satisfeita com o que está aí. Com o projeto de mudança comum, será fácil convergir para um nome que reúna as condições necessárias para vencer as próximas eleições”, disse Lúcio, que admitiu ter sido um erro do seu partido ajudar a eleger o prefeito de Salvador, João Henrique.

O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Sandro Régis (PR), foi outro a demonstrar confiança de que a união da oposição fará o novo governador da Bahia e o próximo prefeito de Salvador, enquanto Ederval Araújo, o Poly, presidente do PPS apelou aos presentes que deixem os interesses pessoais de lado em favor de um projeto único para a Bahia. No mesmo tom ocorreram as falas dos deputados Leur Lomanto Jr. e Pedro Tavares (PMDB); Augusto Castro e Adolfo Viana Filho, ambos do PSDB, entre tantos outros.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Blog Tribuna de Ibicarai com novo visual



O blogueiro Alexandre Oliveira está sempre inovando. Desta vez seu blog esta com um novo visual e com mais de 320783 acessos. Parabéns Tribuna de Ibicarai

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Comissão do Porto Sul ouvirá secretários estaduais


A Comissão Especial do Complexo Intermodal e Ferrovia de Integração Oeste leste/Porto Sul definiu na reunião desta quarta-feira, 13, uma agenda para o mês de maio. A reunião com a participação do secretário de Planejamento do Estado, Zezéu Ribeiro, foi confirmada para o dia 04 de maio. Por solicitação do deputado Augusto Castro (PSDB), o convite está sendo estendido também à secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, que ainda não confirmou presença. O objetivo da reunião com os secretários é que os mesmos apresentem o projeto do Complexo Intermodal, que envolve o porto privado da Bamin, o porto público e o aeroporto internacional de Ilhéus. Os membros da comissão querem, também, conhecer os detalhes da nova área destinada ao Porto Sul – Aritaguá, nas margens da BA-001, que liga Ilhéus a Itacaré. Para a reunião do dia 4 serão convidados todos os parlamentares, a pedido de Augusto Castro. Também foi confirmado pelo vice-presidente da comissão, deputado Euclides Fernandes (PDT), que presidiu a sessão de hoje, a visita dos membros da Comissão Porto Sul a Caetité, dia 13/05, e Guanambi, 27/05. Nesses dois municípios a VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa pública, está realizando obras para implantação da Ferrovia de Integração Oeste Leste. O deslocamento de comissões parlamentares é previsto no Regimento Interno da Assembleia Legislativa.

PSPB fecha com Luizinho do Trio da Huanna em Ibicarai‏


O PSPB (Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada do Brasil) fechou hoje uma importante aliança em Ibicarai, quem vai ficar por conta do Diretório Municipal da legenda na cidade é ninguém menos que o cantor da Banda Trio da Huanna "Luizinho".
O cantor pretende ser candidato a prefeito da cidade, tudo isso foi acertado em um encontro com o Presidente Estadual da legenda Marco Aurélio em Itabuna,
Luizinho foi a primeira pessoa de Ibicarai a assinar a ficha apoio ao registro do estatuto do partido, dando o ponta-pe inicial ao registro do mesmo na cidade, ele também comprometeu-se á ajudar na divulgação do partido por onde passar.

terça-feira, 12 de abril de 2011

China e Brasil fecham acordos mas não falam sobre iuan


A presidente Dilma Rousseff não fez reclamações sobre a questão do iuan durante reunião com o presidente da China, Hu Jintao, nesta terça-feira, mas saiu do encontro com um acesso maior ao mercado chinês e promessas de investimento que podem aliviar as tensões comerciais.

As manufatureiras brasileiras têm reclamado que a moeda chinesa está muito depreciada, prejudicando sua competitividade e dando às indústrias da China uma vantagem injusta.

Mas, apesar de ter sinalizado que poderia tocar no assunto, Dilma não discutiu a disputa cambial com Hu durante o encontro em Pequim, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

'Não, não foi (discutido)', disse Pimentel a jornalistas ao ser perguntado se a questão do iuan havia sido mencionada.

A ausência do assunto pode ser considerada uma vitória para a China, que tem resistido à pressão internacional para elevar o valor do iuan.

Mas Dilma conseguiu fechar uma série de acordos comerciais no primeiro dia de sua visita à China. Pimentel disse que empresas chinesas fecharam acordos de investimentos para projetos no Brasil que chegam a 1 bilhão de dólares, além do acordo de compra de 35 jatos comerciais médios fabricados pela Embraer, anunciado mais cedo.

A presidente disse que as relações de comércio bilateral precisam de um salto qualitativo para serem sustentáveis.

'As exportações brasileiras para a China ainda estão excessivamente concentradas em produtos como soja, minério de ferro, petróleo e celulose. Isso é bom, mas não é o bastante', disse Dilma em encerramento de seminário empresarial Brasil-China.

'São todos produtos importantes, cuja exportação queremos incrementar, agregando a eles valor. É necessário, no entanto, diversificá-los para que a expansão do comércio bilateral seja sustentável.'

O comunicado conjunto de Dilma e Hu também não mencionou a questão da moeda, e fez pouco progresso em obter apoio da China a um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Sobre esse tema, a China disse apenas apoiar 'as aspirações (do Brasil) por um papel mais proeminente nas Nações Unidas'.

RELACIONAMENTO DESEQUILIBRADO

A visita de cinco dias de Dilma à China, iniciada na terça-feira, tem o objetivo de garantir mais concessões no que muitos brasileiros consideram uma relação desequilibrada de comércio e investimento entre as maiores economias da América Latina e da Ásia.

O Brasil deseja, particularmente, ganhar mais investimento e acesso ao mercado chinês para produtos com valor agregado. No ano passado, 83 por cento das exportações brasileiras à China foram de produtos básicos, enquanto 98 por cento das importações foram de produtos manufaturados.

Uma das conquistas de Dilma foi um pedido de empresas aéreas chinesas, incluindo a China Southern, por jatos Embraer, cujo valor unitário é de cerca de 40 milhões de dólares, disse o CEO da fabricante brasileira, Frederico Curado, durante evento em Pequim.

Separadamente, a joint venture da Embraer na China, a Harbin Aircraft Ltd, obteve uma permissão de autoridades chinesas para montar o jato comercial da empresa, o Legacy 600.

Outros acordos anunciados durante a visita de Dilma incluem centros de pesquisa e desenvolvimento em Goiás e São Paulo, cada um no valor de 300 milhões de dólares.

O frigorífico Marfrig investirá 250 milhões de dólares em seis centros de distribuição na China.

A Petrobras fechou acordos de transferência de tecnologia com a Sinopec e a Sinochem para desenvolver as reservas de petróleo do pré-sal e aumentar a produção em reservas maduras, respectivamente.

Dilma deve se reunir com outras autoridades chinesas na quarta-feira antes de participar de reunião de cúpula do Brics, grupo que reúne também Rússia e Índia, além do novo membro África do Sul.

(Reportagem adicional de Chris Buckley e Michael Martina)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

NOVO PARTIDO DE LUIZINHO DO TRIO DA HUANNA

Em Ibicaraí o pré-candidato a prefeito, Luizinho do “Trio da Huana”, está organizando uma festa para o mês de maio. A festa será para se filiar no seu novo partido político. . A expectativa é que seja uma grande festa, já que o partido é de “peso” e conta com vários políticos importantes. “ Em maio vou me filiar no meu novo partido, agora em abril vai acontecer a convenção nacional do partido, depois vamos marcar a data para a festa em Ibicaraí”, declarou Luizinho. . Nos bastidores políticos da cidade o comentário é que o resultado de uma pesquisa deixou Luizinho bastante animado. Na mesma ele já aparece na segunda colocação. Fonte: Tribuna de Ibicarai

Romário usa estilo popstar nos primeiros dias de deputado; Bebeto é discreto


Passados os primeiros 70 dias da atual legislatura, a dupla de ataque do tetra tem demonstrado no parlamento um perfil muito parecido com o que tinham nos gramados. Romário, deputado federal pelo PSB/RJ, tem um estilo popstar: está sempre na mídia, geralmente explicando que os seus métodos pouco ortodoxos também podem dar resultado no campo da política. Bebeto, deputado estadual pelo PDT/RJ, é discreto, mas bastante aplicado, com muitos projetos apresentados. Em comum, os dois já perceberam que trocar as chuteiras por um par de sapatos bem engraxados não é tão fácil quanto parece.
Romário levou a campanha a sério. Para chegar a Brasília, percorreu 40 dos 92 municípios fluminenses. No corpo a corpo com o eleitorado, o Baixinho explicou a decisão de se candidatar. Ao longo da carreira tinha subido em muitos palanques e apoiado muitos políticos que depois não cumpriam o que tinham prometido. A estratégia deu resultado. Foi o sexto deputado federal mais votado do Rio, com 146.859 eleitores, ajudando o PSB a subir de 27 para 34 representantes da Câmara.
Nos primeiros dias de trabalho, Romário distribuiu autógrafos aos colegas, discursou em plenário e esteve sob a vigilância constante dos repórteres. “Dentro de campo, eu sempre fui muito cobrado e nunca decepcionei. Quando decidi entrar para a política, sabia que não seria diferente. Eu coço o olho, tiram foto e dizem que dormi no plenário”, defende-se.

O sono tem justificativa. Romário manteve a residência no Rio. Geralmente chega a Brasília na terça bem cedo e deixa a capital federal na quinta à noite. Foi o que fez há duas semanas para participar do Mundial de Futevôlei 4x4, em Ipanema. Já chegou justificando que a vida de peladeiro não atrapalha a de deputado. “Sempre disse ao pessoal da organização que só poderia estar aqui depois das seis, sete da tarde. A minha presença aqui não prejudica em nada o meu trabalho no parlamento”, explicou.

O Baixinho tem 100% de aproveitamento no plenário. Foram 20 sessões obrigatórias e nenhuma ausência. O que mostra que, assim como o craque Romário, o deputado Romário pode perder um treino aqui e outro ali, mas nunca falta a uma partida oficial. Principalmente quando se trata de um amistoso internacional.

No próxima quinta, Romário vai integrar a comitiva de Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara, numa viagem à Madri. Em pauta, acordos de cooperação em energia eólica e os problemas enfrentados pelos turistas brasileiros na Espanha. Mas, como ninguém é de ferro, a viagem também deve incluir uma visita ao estádio Santiago Bernabéu, que no sábado recebe o clássico entre Real Madrid e Barcelona.

No fundamento projetos de lei, Romário ainda não arriscou nenhuma finalização, o que não significa que não trabalhe. O atacante é vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto, que tem, entre outras atribuições, a responsabilidade de votar e acompanhar projetos relacionados à preparação para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Bebeto tem se revelado bastante insistente como legislador. Mal chegou e já apresentou cinco projetos, nas mais variadas áreas. Propõe desde uma revisão das obrigações dos representantes legais dos idosos até a proibição de chamadas de telemarketing fora do horário comercial. Ele também quer que as unidades escolares informem os pais sobre o desempenho acadêmico dos alunos, que os postos de GNV tenham uma área de segurança para os clientes durante o abastecimento e que as financeiras sejam proibidas de levantar informações sobre os clientes com parentes, amigos e vizinhos.

“O deputado Bebeto tem a mesma dedicação do jogador. Ele é bastante estudioso, tem noção do tamanho do desafio que tem nas mãos e é sempre um dos primeiros a chegar à Alerj”, comenta uma das assessoras do baiano.

Myrian Rios, companheira de bancada de Bebeto, acha que o craque precisa se soltar mais. “Como deputado, Bebeto se destaca pela prudência e pela responsabilidade”, comenta a deputada. “Mas é muito quieto. Gostaria de vê-lo falando na tribuna.”

Na última quarta, Bebeto mostrou que participar uma votação proposta por ele próprio pode ser tão estressante quanto bater um pênalti decisivo – em 1993, pelo Deportivo La Coruña, por exemplo, ele deixou de cobrar um pênalti que daria o título espanhol para o clube. O baiano ficou tão ansioso antes da sessão que teve que deixar o plenário para receber atendimento médico. A ausência momentânea rendeu uma nota em um jornal do Rio, que noticiou que o craque havia faltado à sessão, mas depois se retratou.

O incidente fez Bebeto acordar para a importância da comunicação direta com o público. Seu perfil no Twitter, @bebetotetra94, que estava abandonado desde 21 de março, foi usado para dar a versão dele. De fato, Bebeto tem 100% de presença na assembleia. Hoje, 70 dias depois da posse, o site oficial www.bebetotetra.com.br continua em manutenção. Situação parecida vive o Baixinho. O último twit de @RomarioOnze foi em fevereiro e o site oficial do craque, www.romario4011.com.br, ainda tem como destaque notícias da campanha eleitoral.

Bebeto e Romário não trocam muitos passes no campo da política. Desde 1º de fevereiro, quando os dois foram empossados, a única tabelinha ocorreu no dia 8 de março, quando a dupla do tetra participou de um amistoso contra a Chechênia organizado pela CBF.

Nos cem dias de Dilma Rousseff, FHC propõe oposição menos agressiva do que foi com o ex-presidente Lula


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avalia que, nestes primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff, o que mais se notou foi a substitutição do estilo “popular-tonitruante” de Luiz Inácio Lula da Silva pela fala “tecnocrática-comedida” da atual presidenta.

Na entrevista abaixo ao Poder Online, feita por email, FHC afirma que Dilma Rousseff, nestes cem dias, abandonou sua imagem antiga, “carrancuda e autoritária”, e adotou o estilo de uma “senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário”.

Fernando Henrique mostra simpatia pela atual presidenta, e o mesmo mal estar dos últimos anos com Lula.

Dito isto, o ex-presidente tucano propõe: a oposição a Dilma Rousseff deve ser menos agressiva, “o que ajudará a melhorar nossos costumes políticos”.

Poder Online – Qual sua avaliação sobre estes primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff?

Fernando Henrique Cardoso - É difícil julgar um governo pelos cem primeiros dias, pois a opinião pode ser mero preconceito ou, ao contrário, uma visão que se pensa que é objetiva mas pode ser precipitada. Talvez se possa falar mais apropriadamente do “estilo de governar” do que das políticas do governo. Neste sentido, o contraste entre o estilo “popular-tonitruante” de Lula e a fala tecnocrática-comedida de Dilma seja o que mais se nota.


Poder Online – E como o senhor classificaria o estilo Dilma?

Fernando Henrique Cardoso - Vê-se que a presidente entendeu que no mundo contemporâneo a imagem conta muito: apresenta-se elegante e sorridente, não se poupando de pousar para os fotógrafos. E no lugar da carrancuda e autoritária Dilma aparece uma senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário.

Poder Online – Esse estilo é melhor ou pior do que o do ex-presidente Lula?

Fernando Henrique Cardoso – Como o país, ou melhor as elites atentas à mídia pareciam cansadas do estilo anterior, a sensação é de “normalidade”, quase alívio: menos piruetas verbais, menos escorregões retóricos que levam a opiniões superficiais e mesmo absurdas, do que as que ouvíamos no passado recente. Mas atenção: estilo não quer dizer substância das políticas. O caso da Vale mostra que continua a tendência à ingerência do governo em matéria econômica que não lhe diz respeito. E a proclamada austeridade fiscal se choca com a continuidade de transferências de recursos do Tesouro (na verdade empréstimo tomados no mercado) para o BNDES subsidiar as “empresas vencedoras”, escolhidas pelo governo para serem as condutoras do crescimento econômico.

Poder Online – Como foi o seu encontro com ela durante aquele almoço com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama?

Fernando Henrique Cardoso – Meu encontro com a presidente no almoço do Obama, assim como o encontro anterior em uma homenagem ao jornal Folha de S.Paulo, foi simpático e atencioso. Pessoalmente só recebi gentilezas de alguém que durante o passado teve apenas encontros breves comigo e não amizade. Já o Lula …

Poder Online – E a oposição à Dilma? Deve ser diferente da oposição feita ao ex-presidente Lula?

Fernando Henrique Cardoso – Talvez ela requeira menos agressividade, posto que no governo anterior o PSDB foi definido como “inimigo”, e eu como a personificação do diabo. Menor agressividade não quer dizer menos clareza na crítica, quando for o caso, mas talvez seja possível dizer com maior objetividade no que e por qual motivo discordamos, o que ajudará a melhorar nossos costumes políticos e a permitir que as pessoas conheçam melhor a razão pela qual apóiam ou discordam de tal ou qual decisão do governo.

Fonte: Poder Online

RJ: 4 dias após massacre, ex-aluno ameaça atirar em estudantes

Quatro dias após o massacre em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, um ex-aluno de uma escola municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, ameaçou atirar em estudantes e na diretora da instituição. Segundo a Polícia Militar, uma viatura da corporação foi enviada à Escola Municipal Fernando de Andrade, no distrito de Guarus, para atender à ocorrência.

De acordo com a PM, o ex-aluno entrou na escola no início da manhã e teria feito ameaças à diretora da unidade. Em seguida, deixou o prédio dizendo que iria em casa buscar uma arma para atirar contra os estudantes.

Por precaução, a diretora acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura para o local. Até as 11h15, o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - não havia sido localizado.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

sábado, 9 de abril de 2011

100 dias: Dilma manteve diálogo firme com Congresso

Em meio à crise na votação do salário mínimo, o primeiro embate enfrentado pela presidente Dilma Rousseff com o Congresso Nacional, nos 100 primeiros dias de sua gestão, a petista teve a oportunidade de escalar a tropa de choque governista e cobrar das siglas aliadas fidelidade à posição do governo federal. O esforço e a firmeza demonstrados por ela nesta primeira grande batalha com o parlamento, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado, deu mostras de como será a relação da presidente com o Congresso Nacional daqui para frente. Ela deve manter diálogo permanente com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados e deve condicionar espaço em sua administração ao apoio das siglas às propostas do governo federal.

Na avaliação dos especialistas, a presidente foi bem-sucedida em sua primeira celeuma com o Congresso. De acordo com eles, ela conseguiu pacificar as bancadas aliadas e foi habilidosa ao esperar a votação de projetos de interesse do governo federal para iniciar a indicação do segundo escalação. 'Ela fechou a porteira até que os projetos fossem votados', ressaltou o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo quem, neste ponto, a atuação da presidente se diferenciou da observada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Até o presente momento, ela foi bastante habilidosa, não negociou espaço antes que a base governista votasse os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e conseguiu manter uma coesão.'

O especialista da FGV lembrou ainda que a presidente conseguiu contornar a crise deflagrada entre o Palácio do Planalto e o PDT, por conta de dissidências na votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. 'A sensação que ficou é de que ou faz parte da base ou não faz parte da base.' No episódio, o PDT não foi convidado a participar da reunião com líderes da base aliada, o que deu margem a especulações sobre a permanência no cargo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O professor ressaltou que divergências desse tipo acontecem quando não se tem uma base de sustentação coesa. 'Por maior que ela seja, é uma base de sustentação muito calcada nos espaços que cada partido tem.'

A avaliação é semelhante à feita pelo cientista político Humberto Dantas, consultor da ONG Voto Consciente. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de acordo com Dantas, a base governista é pautada por aspectos que não necessariamente condizem com princípios programáticos, criando uma espécie de governabilidade pragmática. 'É o apoio pela possibilidade de governar, desde que sejam oferecidas vantagens.' A manutenção de um diálogo permanente com o Congresso Nacional, à que a presidente vem dedicando atenção especial, é, na avaliação do analista, recorrente desde o impeachment de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente não manteve um grande canal de diálogo com os parlamentares. 'As negociações com o Congresso Nacional seguem parecidas, com a necessidade de negociações permanentes.'

O consultor da ONG Voto Consciente destacou ainda que, na relação com o Senado Federal, a presidente leva vantagem em relação ao seu antecessor. A atual configuração da Casa, segundo Dantas, é 'mais dócil' com o governo federal do que a da legislatura passada. 'O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou muito na campanha ao Senado Federal e conseguiu um apoio maior', disse. Na atual legislatura, o número de senadores do PT quase dobrou, de 8 para 14 parlamentares, e o total de senadores do PSDB, principal sigla da oposição, caiu de 16 para 10 parlamentares. 'Ela não deve encontrar tanta resistência no Senado Federal, onde o ex-presidente teve de dialogar mais.'

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