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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Augusto Castro Empenhado na campanha de Serra


O deputado estadual Augusto Castro, filho de Ibicaraí declara apoio ao candidato a presidente José Serra e garante que Serra é o melhor nome para o Brasil com propostas concretas e já tem vários serviços prestados a nação. Castro pede a todos os amigos para aderirem a essa campanha rumo ao crescimento do BRASIL .

Serra mira população pobre e Dilma critica privatizações

Em busca do voto do eleitor de menor renda, parcela da população na qual pesquisas indicam que a maior parte dos votos vai para Dilma Rousseff (PT), o programa eleitoral na TV do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, enfatizou nesta tarde propostas direcionadas a essa faixa do eleitorado na área de saúde e educação e prometeu que o tucano não vai retirar direitos dos trabalhadores. Já o programa de Dilma manteve a estratégia de associar Serra às privatizações promovidas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O programa do tucano manteve a linha de críticas à adversária e insinuou que a petista não tem nem a alegada experiência administrativa. 'A única vez em que Dilma não teve chefe foi quando ela foi dona de uma loja de brinquedos em Porto Alegre. Sabe o que aconteceu? A loja fechou as portas. Ela não vai dar conta', afirmou um locutor.

Durante a propaganda de Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a aparecer defendendo o voto na candidata petista. 'O Brasil que ficou para trás não era dono do seu nariz. Recebia ordens de fora e devia dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil de hoje conversa de igual para igual com o mundo. Escolha o Brasil que você quer: o Brasil que dava errado ou o Brasil que está dando certo e que Dilma vai continuar', disse Lula.

Serra foi apresentado com um dos responsáveis pelo Plano Real, pelos mutirões de saúde e pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 'Serra lutou a vida inteira pelos desamparados', afirmou um locutor. 'Tudo isso sem aloprados, sem mensalão, sem Zé Dirceus e Erenices', afirmou.

'Pode comemorar: com Serra presidente, não vai faltar proteção ao trabalhador', afirmou o locutor, citando que é a partir dos recursos do FAT que saem o abono salarial, o seguro-desemprego e verbas para cursos de qualificação profissional. Em mais uma referência à temática religiosa, o programa exibiu uma fotografia de Serra durante a primeira comunhão.

Serra prometeu fazer 154 policlínicas em todo o País, criar o Ministério da Segurança, abrir um milhão de vagas no ensino técnico, aumentar a rede de hospitais regionais, criar a rede Zilda Arns para portadores de deficiência e uma rede pública para tratamento de dependentes de drogas. Além disso, investiu em associar Dilma à corrupção e à divisão entre pobres e ricos e entre as diversas regiões do País.

'Estou convencido de que é possível fazer um governo que estimule e ajude o brasileiro a consumir, comprar, ter mais conforto, segurança e saúde. É possível fazer isso sem radicalismos, unindo, e não jogando irmão contra irmão, regiões contra regiões', afirmou o candidato. 'Serra acabou com todas as escolas de lata deixadas pelo PT', disse o locutor.

Privatizações

Seguindo o modelo adotado pela campanha do presidente Lula no segundo turno das eleições de 2006, contra Geraldo Alckmin (PSDB), o programa de Dilma manteve a associação entre Serra e as privatizações de empresas como Vale, Telebrás e Light e sugeriu que o tucano também pretende privatizar o pré-sal e a Petrobrás.

'Serra e FHC. Juntos, eles venderam dezenas de empresas brasileiras e agora estão querendo voltar ao poder já pensando em privatizar mais uma riqueza do povo brasileiro: o pré-sal', afirmou o locutor. 'Pense nisso: Dilma presidente para o Brasil seguir não privatizando.'

A candidata petista se comprometeu a erradicar a pobreza, a instituir uma educação de qualidade, investir em segurança pública e aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS). A petista também enfatizou as propostas para a saúde, área na qual Serra tem identificação por ter sido ministro da pasta.

Ela prometeu ampliar os programas Brasil Sorridente e Saúde da Família, aumentar o número de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os remédios da rede Farmácia Popular, criar a Rede Cegonha para atender gestantes e crianças de até um ano de idade, elevar para 500 o número de Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs) em todo o País e diminuir as filas em hospitais e prontos-socorros.

'Mulher tem esse lado de cuidar. A gente olha o processo inteiro do inicio ao fim, quase analiticamente. Os homens são mais sintéticos. Mulher cuida, cuida mesmo', disse Dilma.

Governadores

Para referendar o apoio à candidatura da petista e a ligação com o presidente Lula, foram exibidos depoimentos de governadores eleitos em todo o País, como Eduardo Campos (Pernambuco), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), Tarso Genro (Rio Grande do Sul) e Jaques Wagner (Bahia). Outras personalidades que declararam voto nela foram o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que votou em Marina Silva (PV) no primeiro turno, Gabriel Chalita (PSB-SP), deputado eleito ligado aos católicos, e o cientista Miguel Nicolelis.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Na TV, pastor Malafaia e viúva de Chico Mendes declaram apoio a Serra

José Serra (PSDB) encaçapou duas bolas da vez --as causas ambiental e religiosa-- ao incorporar à sua propaganda eleitoral depoimentos da viúva de Chico Mendes e dos pastores Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa.
"Para ser presidente do Brasil, tem que ter liderança, tem que estar acima dos partidos, tem que conduzir a nação. E aí, querido, para isso, nós só temos uma pessoa: Serra 45", disse Malafaia, representante da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Com programas espalhados por mais de um canal de TV, o líder religioso é crítico ferrenho de Dilma Rousseff (PT) e ex-aliado de Marina Silva (PV), terceira colocada na corrida presidencial e única evangélica entre os principais candidatos.
Sobre a petista, ele já alfinetou que "quem é religioso não precisa fazer força para mostrar". Em vídeo na internet, Dilma foi acusada de ser ambígua em questões de honra para Malafaia, como a condenação ao aborto e aos homossexuais --em outdoor, a foto dele aparece ladeada pela frase "a favor da preservação da vida e da espécie humana"; abaixo, "Deus fez macho e fêmea".
"Mudar agora por questões eleitoreiras é vergonhoso", disse na ocasião.
Já Marina contava com o apoio de Malafaia até, na opinião do religioso, "dissimular" suas ideias sobre a liberação do aborto e da maconha.
A seis dias da eleição, ele aderiu à candidatura de Serra.
Já o pastor Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral da Assembleia de Deus, diz que vê na "pessoa dele [Serra] a habilidade, a seriedade e um homem que é capaz de administrar bem a nossa nação".
TUCANO ESVERDEADO
A propaganda tucana também não descuidou do espólio eleitoral de Marina, que arrematou quase 20 milhões de votos no dia 3 de outubro.
Viúva de Chico Mendes, seringueiro e líder ambiental assassinado em 1988, Ilzamar Mendes pediu "aos amigos do Acre" que escolhessem Serra, o candidato que melhor "representa a causa ambiental".
Três dos cinco municípios em que Serra foi mais bem votado ficam justamente no Acre, Estado natal de Marina.
"Gostaria de pedir aos meus amigos do Acre e ao povo do Brasil que votem em José Serra, porque ele é o candidato que representa a causa ambiental, a grande bandeira de luta de Chico Mendes", afirmou Ilzamar.

Marina e maioria do PV mantêm independência no 2º turno

Os militantes do PV poderão se manifestar individualmente, se assim o desejarem, a favor de um ou outro candidato, mas não poderão falar em nome do partido ou usar símbolos partidários.

Equipe Marina Silva

Por 88 votos a 4, a Plenária Nacional do Partido Verde decidiu que a legenda não prestará apoio a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial.

A defesa da independência foi feita por dirigentes partidários, como José Luiz Penna e Alfredo Sirkis, respectivamente, presidente e vice-presidente do PV, pela senadora Marina Silva e por Guilherme Leal, que compuseram a chapa verde à Presidência da República.

Fernando Gabeira, que falou como representante dos candidatos aos governos estaduais, destacou a importância de que Marina e o partido caminhem juntos nesta etapa da disputa eleitoral.

Gabeira e Sirkis ressaltaram que os militantes do PV poderão se manifestar individualmente, se assim o desejarem, a favor de um ou outro candidato, mas não poderão falar em nome do partido ou usar símbolos partidários quando declararem seu voto.

Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.

“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

Marina relembrou que ambas as legendas, ao rejeitarem o modelo de federação de oposições ao regime militar que era o MDB, “enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública”.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

A senadora fez questão de ressaltar o conservadorismo de legendas que surgiram com objetivo transformador. “Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.”

Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

Sobre a oportunidade criada pelo segundo turno, a senadora diz a Dilma e Serra que lhes foi dada a chance de “liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil”.

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Por fim, Marina apela a Dilma e Serra que “reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dilma recebe apoio informal do PP e defende plano de Marina para a Amazônia

Em um evento que recebeu mais uma vez o apoio informal do PP, a quem chamou de "Partido Popular", a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, saiu em defesa do PAS (Plano Amazônia Sustentável, principal legado da senadora Marina Silva (PV) no Ministério do Meio Ambiente.

A petista não quis comentar pesquisa divulgada hoje que pela primeira vez aponta empate técnico com o tucano José Serra.
A petista não quis comentar pesquisa divulgada hoje que pela primeira vez aponta empate técnico com o tucano José Serra.

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Dilma comentou reportagem da Folha de hoje que mostra que o governo pretende rever o PAS, incluindo na nova versão projetos de mineração, defesa e grandes hidrelétricas.

Segundo a candidata, ir contra o PAS assinado por Marina, terceira colocada na disputa presidencial e cobiça pelos dois candidatos, seria se contradizer.

"Não sei bem quais são as medidas até porque a matéria não fala, mas eu participei junto com a Marina. Eu concordo com o plano. Acho que [o programa] combina duas ações importantíssimas. [...] As bases do plano de desenvolvimento do Amazônia sustentável eu acho que estão absolutamente corretas. Seria uma contradição comigo mesma. Eu ajudei a colaborar, coordenei uma parte", disse.

Numa tentativa de demonstrar proximidade com Marina, Dilma disse que seu programa para a área de meio ambiente vai ser pautado pela políticas desenvolvidas ao longo do governo Lula.

"Eu tenho uma coisa a declarar: o meu programa de meio ambiente é o desenvolvido pelo governo nos últimos anos, com aquela base, mas vamos ter que avançar mais", afirmou.

Dilma negou que tenha tido "divergências" com Marina no governo. "Em relação a questão de divergências é melhor perguntar para a ministra Marina. Eu acredito que nessa área da Amazônia não houve divergência pelo menos não que eu conheça."

A candidata almoçou com líderes do PP e recebeu o apoio do partido para o segundo turno. Segundo o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), a aliança é para "referendar" decisão antiga do partido. No primeiro turno, 22 dos 27 diretórios decidiram pelo apoio a petista. "Nós estamos referendando a posição da maioria", disse.

Dornelles afirmou que não vai ter enquadramento dos diretórios que optarem por ficar neutros ou integrarem a campanha de Serra.

O presidente do PP disse que o partido levou a Dilma quatro pontos para serem acolhidos como plataforma de governo: redução na carga tributária para micro, pequenas e médias empresas, o compromisso de desoneração de investimentos, uma política de agilização do sistema de defesa comercial com geração de empregos e uma proposta de desburocratização das empresas.

Dornelles disse que não discutiu essas questões com Serra.

Em relação a pesquisa CNT/Sensus, Dilma disse que não comentaria. "Nos últimos quatro meses, tenho uma resposta e reitero ela. Eu não comento pesquisa. Segundo turno é segundo turno."

Na pesquisa, Dilma tem 46,8% das intenções de voto, contra 42,7% de Serra.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ENTRE AMIGOS


O deputado estadual eleito, Augusto Castro (PSDB), aproveitou o final de semana prolongado para repor as energias na praia do forte, litoral norte de Salvador.

No último domingo Augusto jantou na residência do advogado Francisco Catelino, juntamente com o juiz federal Dirley da Cunha Jr, o Juiz do TJB, Moacyr Pitta Lima, o empresário Eron Almeida e com o Diretor da TV Record, Paulo Droppa.

Na próxima quinta-feira Augusto volta com todo gás, o primeiro compromisso é uma reunião do PSDB, cuja pauta será a campanha de Serra na Bahia.

PMDB define estratégia de campanha para Dilma e Temer em Minas Gerais

“Essa é uma nova eleição e vamos olhar para frente, com todo o PMDB apoiando Dilma e Michel Temer”, a declaração dada pelo presidente estadual do partido Antônio Andrade resumiu a proposta da reunião da executiva estadual, juntamente com prefeitos peemedebistas, realizada na manhã dessa quarta-feira (13), na localizada no bairro Santo Agostinho.

Com o intuito de delinear as estratégias e ações de campanha para os próximos dias, os membros da executiva consensualmente optaram por fazer da sede uma extensão do comitê da candidata à Presidência da República de Lula: “O PMDB de Minas vai dar todo respaldo para que Dilma e Temer saiam vitoriosos do segundo turno. Nós fazemos parte do partido mais capilarizado do Estado, com presença em todos os municípios mineiros. Por isso cada liderança, cada parlamentar, tem a função de levar a campanha para sua região e promover o engajamento total das bases”, afirmou Andrade.

Ainda, segundo ele, reuniões com lideranças regionais, ações de adesivação e panfletagem, carreatas e caminhadas serão realizadas pela militância peemedebista em todas as regiões do Estado, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Reeleito, o deputado federal Paulo Piau pontuou os primeiros atos organizados por ele em sua base eleitoral no Triângulo mineiro: “Vou reuniu os prefeitos e essas ações como carreatas e distribuição de materiais já estão previstas. Além disso, precisamos nos lembrar que 68% das mulheres brasileiras votaram em mulheres, por isso precisamos continuar a incentiva-las a atuar na campanha. Vamos manter o corpo-a-corpo”.

No cerne da estratégia, está a convocação dos 120 prefeitos peemedebistas para fortalecerem as bases e apoiarem as ações em seus municípios: “essa é uma campanha de nível nacional e temos um peso relevante. Todos os prefeitos serão convocados a entrar nela, caso contrário, após abrirmos as urnas tomaremos atitudes quanto aos infiéis”, reforçou Andrade.

Reeleito com a maior votação do partido no Estado, o deputado federal Leonardo Quintão declarou ser esse o momento das legendas aliados se organizarem independente do primeiro turno: “Campanha é pedir voto, e é isso que vamos fazer”. Para o dirigente estadual Antônio Andrade, a reunião também funcionou como um aquecimento para a vinda do vice-presidente pela coligação ‘Para o Brasil Seguir Mudando’ Michel Temer à capital mineira, para a qual todos os membros do partido foram convidados. “Além de Temer, membros de expressão nacional também estarão presentes nesse grande encontro do PMDB”, declarou o presidente que aproveitou para reforçar a união partidária e o trabalho conjunto com os outros partidos: “A campanha é nossa e de todos os partidos da coligação. Vamos eleger Dilma e Temer com uma expressiva votação em Minas”.

População brasileira deve somar 206,8 milhões em 2030, aponta Ipea

A população brasileira deve atingir o pico em 2030, somando 206,8 milhões de pessoas. A partir de então, a expectativa é que comece a diminuir em números absolutos, e em 2040 seja de 204,7 milhões. A conclusão faz parte de um estudo apresentado hoje (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE).

De acordo com a análise do Ipea, a desaceleração do ritmo de crescimento populacional, tendência verificada no país desde a década de 1970, pode ser explicada pela redução da mortalidade acompanhada pela queda na fecundidade. Esse movimento deve provocar importantes mudanças em sua estrutura etária, que “poderá diminuir a partir de 2010 e apresentar uma população superenvelhecida, reproduzindo a experiência de vários países da Europa Ocidental, da Rússia, do Japão etc.”. O estudo ressalta que esse movimento ocorre no Brasil em “velocidade acelerada”.

A taxa de fecundidade em 2009 manteve os níveis observados nos dois anos anteriores, de 1,8 filho por mulher, bem abaixo do chamado patamar de reposição (2,0). Os técnicos do Ipea estimam para esta década uma taxa média de crescimento da população de 0,9% ao ano, menos de um terço da observada para o período 1950-1970 (3,0% ao ano), quando a população brasileira registrou as mais elevadas taxas de crescimento.

Segundo o levantamento, a redução na fecundidade foi observada de maneira generalizada, em todas as regiões do país, em todos os grupos sociais, e nos variados níveis de escolaridade, embora com ritmo diferenciado. Entre os anos de 1992 e 2009, a diferença entre a fecundidade das mulheres nordestinas (taxa mais elevada naquele ano) e a das residentes na Região Sudeste caiu de 1,2 filho para 0,3 filho. Esses diferenciais também estão caindo na comparação entre as camadas de renda. Em 1992, as mulheres com renda mais baixa tinham 3,4 filhos a mais do que aquelas de renda mais alta. Em 2009, o diferencial havia caído para 2,4 filhos.

O estudo destaca que as brasileiras com rendimentos mais elevados apresentam taxas de fecundidade “extremamente baixas” (1,0 filho por mulher), inferiores às de países como a Itália, Espanha e o Japão.

Entre as adolescentes com idade entre 15 e 19 anos, também houve queda no nível de fecundidade, passando de 91 filhos nascidos vivos em cada mil mulheres, em 1992, para 63, em 2009. A redução nessa faixa etária foi observada em todas as regiões do país, sendo que os decréscimos mais intensos foram verificados no Sul e no Nordeste.

Quando se compara o movimento entre as camadas sociais, o estudo revela que as taxas mais elevadas continuaram sendo observadas entre as de classes mais baixas, enquanto as taxas mais reduzidas foram constatadas entre aquelas com rendimentos superiores.

O levantamento do Ipea destaca, ainda, que entre as adolescentes que tiveram filho, a maior parte vivia com um companheiro. A proporção de mães cônjuges, no entanto, caiu de 55,8%, em 1992, para 40,3%, em 2009. Já a proporção de mães adolescentes que viviam na casa dos pais ou dos avós aumentou nesse período, atingindo 51,5% das mães adolescentes em 2009. Entre elas, também aumentou as que chefiavam famílias, chegando a 6,2% em 2009, ou seja, 53,7 mil adolescentes eram mães e responsáveis por suas famílias.

Fonte:agência Brasil

Serra e o Meio Ambiente

Marina conhece bem a posição de Serra sobre a agenda da sustentabilidade


De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.

Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.

Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.

José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.

Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.

Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.

Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.

Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.

Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:

1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto “Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.

O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.

Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.

Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.
Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.
Xico Graziano é engenheiro agrônomo pela ESALQ, mestre em Economia Agrária pela FGV e doutor em Administração pela FGV. Foi deputado federal (PSDB-SP), presidente do Incra e Secretário da Agricultura e do Meio Ambiente de São Paulo. É coordenador do programa de governo de José Serra.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

“Faltou coragem à oposição ao não defender a privatização”, diz FHC

Em palestra para empresários em Cartagena, na Colômbia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma dura crítica ao seu partido por não ter defendido nas eleições o programa de privatização do seu governo.

“Faltou coragem à oposição em explicar de forma convincente que fizemos certo em privatizar”, disse Fernando Henrique. “A sociedade saberia entender se a oposição tivesse mostrado os benefícios da privatização”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez essas afirmações durante palestra proferida por ele no 15º Meeting Internacional, promovido por João Doria Jr em Cartagena, com a presença de mais de 150 empresários brasileiros do Lide.

Segundo Fernando Henrique, sua crítica não se refere apenas ao primeiro turno das eleições de agora, mas também às campanhas de 2002 e 2006.

Agora, de acordo com ele, o candidato tucano à presidência, José Serra, parece ter se convencido da necessidade de defender a privatização e irá fazê-lo na campanha do segundo turno.

Numa crítica direta à estratégia de campanha tucana, FHC disse que, em parte, essa decisão de se esquivar de defender a privatização se deve ao fato de, nas campanhas, os candidatos ficarem muito amarrados aos marqueteiros e suas recomendações.

“Nas eleições, prevalece o marquetismo”.

Para ele, essa decisão foi um erro evidente e deverá ser corrigido agora.

FHC citou vários benefícios ao país gerados pela população, principalmente na telefonia. Lembrou o avanço da internet e o fato de o país ter hoje 200 milhões de celulares.

“Se não tivesse tido a privatização, o país não teria internet hoje”, afirmou.

Lembrou que a privatização da telefonia foi um bom negócio para o governo, que conseguiu arrecadar com o leilão US$ 28 bilhões com a venda de 22% do capital das teles. Hoje, se somarem todas as teles, FHC disse que o total não chega a US$ 100 bilhões.

“Nós vendemos caro”, afirmou.

FHC também defendeu as privatizações da Embraer, que se tornou a terceira maior companhia de aviação mundo, e da Vale, que, segundo ele, hoje paga mais em imposto do que o governo recebia em dividendos.

O ex-presidente deixou claro que não são todas as empresas que devem ser privatizadas. Ele afirmou que nunca defendeu, por exemplo, a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil, mas sim que se tornassem grandes corporações e que fossem competitivas.

Mas FHC disse ainda que não se pode pensar que toda empresa estatal beneficia o povo.

Segundo ele, muitas estatais só atuam em benefício de algumas corporações e partidos políticos numa aliança entre o setor público e privado na qual o povo é quem mais perde.

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